quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Reflexões e Planejamento – final

Jorge Alves de Oliveira

A última parte desta sequência de textos sobre “Reflexões e Planejamento” é composta de afirmações provocativas que, talvez, não estiveram tão explícitas. A ousadia, para além das afirmações, é a de desejar gerar reflexões.
O planejamento escolar sinaliza, para os desavisados, que as ações educativas escola não são atitudes improvisadas. Nas boas reuniões de planejamento, a equipe escolar, revisita os conceitos centrais da educação. Esta ressignificação de conceitos contextualiza a teoria, afasta os chavões e, sinaliza as intervenções.
É neste contexto que se verifica a firmeza da intervenção escolar para não se afastar da meta que é o conhecimento. Ao mesmo tempo em que se revela a flexibilidade, promotora de reparos, também, necessária, para atingir aquele fim. Este compromisso com o conhecimento, intrínseco ao profissional da educação escolar, outorga, a ele, o status de educador, legitimando sua palavra e sua intervenção educativa. Enquanto profissional da educação ele tem muita coisa a dizer à seu público imediato, à toda comunidade escolar, bem como, à sociedade em geral. Uma fala que pode ser mais uma em meio a tantas outras, mas, que por vezes, pontua. O crédito, por tal pontuação, está no conhecimento que ele socializa. O conhecimento que está sistematizado na escola e, é a herança cultural da humanidade.
No planejamento há que se ter presente que os agentes escolares, em especial o professor, não são os porta-vozes da sociedade que cerca a unidade escolar. Professor, a unidade escolar, como um todo, a comunidade, compõem um quadro social ampliado. Este quadro social precisa ser solidificado e compreendido, mas, não, necessariamente, referendado pela fala do professor. Que se recorde: o compromisso dos professores é com o conhecimento que coloca a todos em sintonia com a humanidade. As demandas sociais serão contempladas, mas sem desviar o foco da missão da escola.
Enfim, esta, poderá ser a grande chave do planejamento. Os agentes da escola, em foco, os professores, tem algo a dizer à sociedade, ainda que por vezes suas vozes sejam silenciadas, diminuídas, na sua importância, ou até controladas.

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