Jorge Alves de Oliveira
A reflexão que segue tem como objeto a escola. Por ter assumido o status de uma instituição pública, de caráter universal – atender a todos os cidadãos – pois, o seu conteúdo, também, o é – o conhecimento sistematizado ao longo da história humana é patrimônio da humanidade – todos a tem como matéria de pauta em suas conversações. Delas surgem formulações que por vezes se consolidam como teoria oficial. São comuns as expressões: 'A escola é um micro mundo'. 'A escola prepara para o futuro'. 'Não há futuro para uma sociedade sem a escola'. O oposto, também, é consagrado na afirmação de que 'a melhor escola é a da vida'. Paralelo a isto são tecidos os argumentos de como deve funcionar a unidade escolar e como devem agir o seu corpo gestor, os docentes e todos os demais agentes escolares. Feito este quadro, vamos a algumas afirmações a fim de provocar a reflexão pretendida.
A escola é ao mesmo tempo secular e universal. Ela é secular no sentido de que é datada e se envolve (é envolvida) com as demanda próprias de sua época. O conhecimento, contudo, a obriga a tratar os temas pontuais com uma visão global, universal, atemporal.
Neste sentido, a nova afirmação, é de que a escola deve auxiliar, os seus envolvidos, a lerem o mundo. Não se trata da escola reproduzir este mundo, concordando ou não com ele , com seus valores, com sua linguagem e tudo o mais. Pela sua condição secular e pelos agentes que a frequentam, tudo isto já está presente. A sua magnitude, contudo, está em subsidiá-los para que leiam com mais propriedade o mundo que se configura em meio as relações que são construídas.
Neste sentido é preciso explicitar o papel do professor. Ele é integrante da massa humana secular, mas, ao mesmo tempo, por conta de sua especialização, é alguém que deve expor estes saberes auxiliando na leitura do mundo.
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